Secretaria Municipal de Saúde promove “Encontro sobre Sífilis” no Cabo

Em 2017, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), os casos de sífilis em gestantes cresceram 70% em Pernambuco, comparado ao ano de 2016. Só neste ano, já foram identificadas 48 novas ocorrências da doença no Cabo de Santo Agostinho. Buscando discutir sobre as estratégias do enfrentamento da Sífilis, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu nesta terça-feira (09/10), no auditório do Centro Administrativo Municipal I (CAM I), o “Encontro sobre Sífilis”, direcionado para médicos e enfermeiros.

Além da participação do secretário Municipal de Saúde do Cabo, José Carlos de Lima, o encontro contou com a presença da mestre em anatomia patológica Patrícia Jungmann, que abordou o tema “Sífilis, uma realidade prevenível. Sua eliminação, nossa luta”.  Já o enfermeiro Ricardo Alexandre, trouxe a questão do “Cenário epidemiológico da sífilis no Cabo”, destacando as principais causas e os índices de ocorrência no município. Para finalizar a programação, a enfermeira Ricarlly Soares falou sobre a legislação da enfermagem quanto ao diagnóstico e tratamento da doença.

“O método adequado para o tratamento é feito através das injeções de penicilina, devendo sempre que possível ser a primeira opção do paciente”, destacou a coordenadora de IST/Aids, Lúcia Cristina Buarque. “Após o final do tratamento, é indicado que exista um monitoramento a cada seis meses durante dois anos”, concluiu ela.

Sendo prevenido somente através do uso de preservativos durante as relações sexuais, a sífilis é uma doença infectocontagiosa crônica, provocando uma úlcera indolor na região genital, podendo ser transmitida da mãe infectada para o bebê durante a gestação. “O município se destaca nesse tipo da doença, denominada sífilis congênita, onde a maioria das grávidas possuem de 20 a 34 anos de idade, correndo o risco de sofrerem abortos espontâneos ou má formação do feto. O quanto antes for diagnosticada, melhor será para evitar a forma de transmissão”, afirmou Lúcia.

Segundo o secretário de Saúde, José Carlos de Lima, a doença traz uma série de repercussões, e por isso, deve ser prevenida. “É fundamental que toda a equipe de atenção básica esteja atualizada, buscando reconhecer a prevenção através do diagnóstico. Uma vez identificada, a sífilis é inteiramente curável, e em momentos como esse, podemos alertar os profissionais buscando reduzir o número de mortalidades fetais”, disse.

Diariamente, o município disponibiliza de testes rápidos de HIV e Sífilis, no Hospital Herbert de Souza, localizado no Centro do Cabo.

 

Texto: Luana Valentim – Estagiária Secom/Cabo

Fotos: Pedro Batista

2018-10-09T16:06:45+00:00