Nossa Cidade 2017-05-16T13:04:27+00:00

Nossa Cidade

História

Antigo Farol

A história do Cabo de Santo Agostinho se inicia bem antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Assim como boa parte do território brasileiro, o Cabo era povoado por indígenas da etnia caeté. As primeiras povoações chamadas de Arraial do Cabo surgiram na segunda metade do século XVI. Formado pelas Igrejas Matriz de Sto Antônio, de Sto Amaro, Nossa Senhora do Livramento e antiga Capela do Rosário dos Pretos (hoje Praça Théo Silva), e casario escasso representado por antigos prédios nas ruas da Matriz (Rua Vigário João Batista) e Dr. Antonio de Souza Leão. As fachadas são protegidas por lei municipal, porém, a maioria encontra-se descaracterizadas.

Em 1560, João Paes Barreto já instituía o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Stº Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho. A escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580. Segundo afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário Iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede do Município vem de 1618; antes dessa data compunha-se de algumas casas esparsas, distantes uma das outras. Transcorridos mais de duzentos anos de ter sido a Povoação de Sto Agostinho elevada à predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Sto Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província, o General Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Sua instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente Ferreira de França. Foi elevada a categoria de cidade a então Vila do Cabo de Sto Agostinho em 09 de julho de 1877, pela lei provincial nº. 1.269, para a denominação de Cidade de Santo Agostinho do Cabo.

O Cabo teve sua economia centrada no desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmarias ao longo do Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado as terras a ele concedida em 1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), funda o primeiro engenho bangüê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo centro açucareiro da Região. Mais tarde, com a criação de novos engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de crescimento do país.

Nomes Importantes

O Cabo de Santo Agostinho foi palco de momentos decisivos para a construção da identidade política, econômica e cultural do Brasil. Dentre as personalidades importantes que passaram pelo Cabo, homenageamos dois homens que escreveram o nome da cidade para sempre na história.

Joaquim Nabuco – Um abolicionista que mudou conceitos

Nasceu no ceio de uma família ilustre em 19 de Agosto de 1849, às 8:30 da manhã, na Rua do Aterro da Boa Vista, no Recife. Joaquim Nabuco foi batizado no Cabo de Santo Agostinho, tendo como padrinhos os senhores do Engenho Massangana. Ainda muito criança ficou sob os cuidados da madrinha, que teria uma grande influência na sua criação, pois permaneceu no Engenho quando seus pais viajaram para a corte, no Rio de Janeiro.

Nabuco viveu a infância no engenho, em contato com a escravidão, até a morte da sua madrinha D. Ana Rosa. Então transferiu-se para a residência dos pais, onde realizou os estudos de nível primário e secundário, este último feito na cidade de Nova Friburgo. Iniciou os estudos de Direito na Faculdade de São Paulo, destacando-se entre os colegas como orador. Transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde se aproximou dos seus parentes maternos e de amigos.

Escreveu A escravidão, que permaneceu inédito até 1988, quando foi publicado pela Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, e escandalizou a elite local, por defender, em um júri, um escravo negro que assassinara o seu senhor. Após este, Nabuco escreveu vários outros sucessos. Em 1872, Camões e os Lusíadas, O gigante da Polônia,em 1864, O abolicionismo em 1884. Já os seus discursos e conferências foram reunidos em A campanha abolicionista, publicado em 1885, onde defendeu idéias bastante avançadas para a época. Em 28 de abril de 1889, casou-se com D. Evelina Torres Soares Ribeiro, filha do barão de Inhoã e fazendeiro em Maricá, na então província do Rio de Janeiro.

A partir daí começa um período de intensa atividade intelectual. Diplomata, político, jornalista, reformador social, historiador, literato e, sobretudo, pensador, Joaquim Nabuco deixou uma grande bagagem histórica para o Brasil e para Pernambuco, que conta com uma fundação em seu nome, além de um acervo iconográfico no Engenho Massangana.

Vicente Pinzón – O Brasil Descoberto no Cabo de Santo Agostinho

Era um grande navegador que, na sua juventude, chegou a praticar a pirataria em águas mediterrâneas, na perspectiva de roubar açúcar para distribui-lo entre os moradores da pequena Palos de la Frontera, sua cidade natal.

Nascido em 1461, era filho de Mayor e Martin Alonso Pinzón. Adulto, navegava com seus irmãos Martin Alonso, mais velho e o mais abastado e Francisco, comercializava sardinhas pelo Mediterrâneo e norte da Europa, como também por portos do norte da África.

O descobrimento oficial do Brasil está datado de 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral e registrado, através de uma carta enviada a Dom Manuel, Rei de Portugal, pelo escrivão Pero Vaz de Caminha. Cabral comandava a maior e mais bem equipada frota a zarpar dos portos ibéricos até então. Com dez naus e três caravelas, levava cerca de 1.500 homens. Porém, existem registros e opiniões de estudiosos que não foi nesta expedição que o Brasil foi descoberto, mas sim em 1498, quando o navegador Vicente Yañes Pinzón chegou ao Brasil, tendo aportado em Pernambuco, mais precisamente no Cabo de Santo Agostinho, batizado na época por Santa Maria de La Consolacion. O fato não foi tão divulgado, pois existia o Tratado de Tordesilhas, onde, a partir dele, as terras visitadas por Pinzón faziam parte do território português.

Hoje, o Cabo de Santo Agostinho homenageia o seu descobridor batizando com o seu nome vários eventos e lugares do município. Por Vicente Pinzón ser tão importante historicamente para o Cabo, foi colocado um monumento na entrada da cidade, retratando a sua chegada, com intuito de dar as boas vindas aos visitantes.

Conde da Boa Vista

O Conde da Boa Vista tinha o nome civil de Francisco do Rego Barros, recebendo o título de Barão, Visconde e depois de Conde da Boa Vista. Nasceu no dia 3 de fevereiro de 1802, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, no Engenho Trapiche, de propriedade de seus pais Francisco do Rego Barros, Coronel de Milícias e Mariana Francisca de Paula do Rego Barros. Estudou com professores particulares no engenho onde nasceu e desde muito cedo interessou-se pela carreira militar.

Em 1817, com apenas quinze anos de idade, alistou-se no Regimento de Artilharia do Recife. Em 1821, já como cadete do Exército do mesmo Batalhão, participou do movimento conhecido como a Revolução de Goiana, encerrada com a Convenção do Beberibe, em outubro do mesmo ano. Foi preso e enviado para a fortaleza de São João da Barra, em Lisboa, Portugal, onde foi mantido até 1823. Posto em liberdade, viajou para Paris, bacharelando-se em Matemática.

De volta a Pernambuco, dedicou-se à política. Com apenas 35 anos de idade, em 1837, foi designado presidente da Província de Pernambuco, ficando no cargo até 1844. Tendo sido educado em Paris, estava decidido a modernizar e higienizar o Recife. Seu governo operou transformações materiais e culturais importantes para a Província.

A vida da cidade ganhou em animação e teve um progresso até então nunca vistos. Francisco do Rego Barros mandou buscar engenheiros franceses de renome, incentivou as artes e as ciências, levando o Recife ao conceito das grandes cidades modernas da época. Foram construídas estradas ligando a capital às áreas produtoras de açúcar do interior; a ponte pênsil de Caxangá, sobre o rio Capibaribe; o Teatro de Santa Isabel; o edifício da Penitenciária Nova, depois chamada de Casa de Detenção do Recife, onde funciona hoje a Casa da Cultura; o edifício da Alfândega; canais; estradas urbanas; um sistema de abastecimento d`água potável para o Recife; reconstrução das pontes Santa Isabel, Maurício de Nassau e Boa Vista. Mandou construir aterros para a expansão da cidade, sendo o mais importante deles o da Boa Vista que partia da Rua da Aurora rumo à Várzea, chamada de Rua Formosa, continuada pelo Caminho Novo que a partir de 1870 recebeu o nome de Av. Conde da Boa Vista. Em 1842, foi agraciado com o título de Barão, promovido a Visconde, em 1860 e elevado a Conde da Boa Vista, em 1866. Foi eleito senador, em 1850 e, em 1865, designado presidente da Província do Rio Grande do Sul, acumulando as funções de Comandante das Armas, estando aquela província já envolvida na Guerra do Paraguai.

Sentindo-se doente e sofrendo com problemas hepáticos, retornou ao Recife no início de 1870, onde morreu no dia 4 de outubro, na sua residência, situada no número 405 da Rua da Aurora, onde está localizada, hoje, a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco.

Santo Agostinho

Agostinho (do latim, Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um bispo católico,teólogo e filósofo que nasceu em 13 de Novembro de 354 na Argélia. Morreu em 28 de Agosto de 430, também na Argélia.

É considerado pelos católicos santo e doutor da doutrina da Igreja. Santo Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão.

Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando “Por que . . . a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?” (A Correção dos Donatistas, 22-24) Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430.

Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o “santo Patrono do Clero Regular”, que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica. Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos.

Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao cristianismo ariano, que Agostinho considerava uma heresia.

Dados Geográficos

Agostinho fica localizado na Mesorregião Metropolitana do Recife, Microrregião de Suape. Sua distância é de 33 km do Marco Zero de Pernambuco, e 20 km do Aeroporto, sendo o acesso mais utilizado o rodoviário, pelas rodovias BR-101 sul e PE-60, seguido da PE-28 (Rodovia Vicente Pinzón) e pela Via Parque/Paiva que dá acesso às praias do Município, tais como Gaibú, Itapuama, Paraíso e Suape.

Os rios mais importantes são: Rios Pirapama, Jaboatão e Gurjaú. Suas coordenadas geográficas são 8° 17´15“S / 35° 02´00” W. O Cabo é o principal distrito industrial do estado e nele está instalado um dos mais importantes complexos industriais e portuários do país, o de Suape.

O município possui uma boa infra-estrutura turística, representada pelo rico patrimônio natural cultural, pelas dezenas de engenhos, pelo Parque metropolitano Histórico cultural Arquiteto Armando de Holanda Cavalcanti e, sobretudo, pelo seu litoral, de cerca de 24 Km, abrigando belíssimas praias. Além disso, a área rural também tem uma função ambiental importante, pois abriga mananciais, para abastecimento de água da RMR, possuindo inúmeras barragens como as de Utinga, Pirapama e Gurjaú. .

População

A população é de 185.123 habitantes.
Fonte:IBGE – Censo Demográfico 2010 .

Localização

Mesorregião Metropolitana do Recife
Microrregião de Suape
Região de Desenvolvimento Metropolitana.

Taxa de Crescimento

Anos 2000 – 2010(aa):1,93
Fonte: Agência CondeceFidem/2010.

Área do Município

447 Km².

Extensão da Orla (SEPLAM/ 1997)

24,1 Km.

Densidade Demográfica (Hab/Km2)

1980 – 234,1
1991 – 277,9
1996 – 316,3
2000 – 342,6
2010 – 413,33

Limites Municipais

Norte – Moreno, Jaboatão dos Guararapes
Sul – Ipojuca, Escada
Leste – Oceano Atlântico
Oeste – Vitória de Santo Antão.

Clima

Tipo AS’
Temperatura (média anual) 28 ºC.
Vegetação

Mata capoeira
Capoeirinha
vegetação arbustiva
coqueiral
canavial
manguezal
Ocorrência Mineral (Plano Diretor de Mineração para a RMR- 1995 – FIDEM/CPRH – 1994)

Argila, caulim, granito / gnaisse .
Coordenadas Geográficas

Latitude (S) 8 17’ 15’’
Longitude (W Gr) 35 02’ 00’’
Altitude da Sede 29 m .
Distância da Capital

33,6 Km .
Vias de Acesso

BR 101, PE 60
Grau de Urbanização (Pop. Urb. / Pop. Tot. x 100)

1980 78,6
1991 86,4
1996 88,8
2000 87,9
2010 90,6
Distritos

Cabo de Santo Agostinho, Juçaral, Ponte dos Carvalhos e Santo Agostinho .
Povoados

Pirapama, Vila das Mercês, Gurjaú, Usina Liberdade, Usina Bom Jesus.
Ecologia (Anuário Estatístico do Brasil, 1994) – Reservas Ecológicas Estaduais – Área (Ha) – Municípios Abrangidos

Mata do Bom Jesus – 245 – Cabo de Santo Agostinho
Mata de Camaçari – 223 –
Mata de Contra-Açude – 115 –
Mata de Duas Lagoas – 140 –
Mata do Zumbi – 292 –
Mata Serra do Cotovelo – 978 – Cabo de S. Agostinho e Moreno
Mata Serra do Cumaru – 367 –
Mata do Sistema Gurjau – 1077 – Cabo de S. Agostinho , Moreno e Jaboatão dos Guararapes.
Mata do Urucu – 515 – Cabo de S. Agostinho, Escada e Vitória de Santo Antão .

Fauna e Flora do Cabo (Fonte CPRH e MMA)

Fauna típica, bastante diversificada, composta de várias espécies de crustáceos, moluscos e peixes. Flora encontra-se em diferentes estágios de regeneração, apresentando, em cada um desses estágios, a seguinte composição:

Estágio inicial de regeneração: imbaúba, favinha, murici, sambaquim, cabatan-de-rego, mutamba, angélica, espinheiro, Imbira-vermelha, cupiúba, periquiteira, paquevira, mata-pasto, tiririca e urtiga-branca.
Estágio médio de regeneração: sucupira, ingá-porco, mamajuba, camaçari, imbiriba, ingá, taquari, cupiúba, sambaquim, amescla, paquevira e banana-de-macaco.
Estágio avançado de regeneração: visgueiro, urucuba, gameleira, mamajuba, sucupira, camaçari, maçaranduba, praíba, sambaquim, pau-d’arco-amarelo, louro, amarelo, oiti-da-mata, ingá-porco, amescla, pau-sangue, gararoba,cumaru-da-mata e munguba.

Símbolos oficiais do Cabo

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Hino do Cabo de Santo Agostinho

Escutar o áudio:

Letra de Anita Santos de Melo

Melodia do tenente Francisco Costa

Salve, ó terra gloriosa avistada

Num gentil espanhol acreditai…
De riquezas se fez contemplada
As belezas das praias observai!

Refrão:
Recebe esta oferta cabense
Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil

Vamos, pois, com ardente fervor
Pra cumprir com a nossa obrigação
O primeiro nome desta terra
Foi Maria de la Consolación! (refrão)

Em terreno deserto, inseguro
Nesta terra a semente germinou,
No cultivo da cana-de-açúcar,
Nosso estado, entre outros, prosperou! (refrão)

Contemplai o seu nome geográfico,
Com respeito, justiça e carinho,
Vede o nome do santo padroeiro…
Mas o Cabo é de Santo Agostinho! (refrão)

Nazaré, terra pouco habitada,
Hoje é algo do passado a progredir,
Com orgulho somos os pioneiros
Porque fomos os primeiros do Brasil! (refrão)

Nossa terra Suape é o ideal
Por defesa perene varonil,
Com um grito de fé, realizou
Patrimônio de glória do Brasil! (refrão)