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Nomes da Nossa Cidade
O Cabo de Santo Agostinho foi palco de momentos decisivos para a construção da identidade política, econômica e cultural do Brasil. Dentre as personalidades importantes que passaram pelo Cabo, homenageamos dois homens que escreveram o nome da cidade para sempre na história.
Joaquim Nabuco – Um abolicionista que mudou conceitos
Nasceu no ceio de uma família ilustre em 19 de Agosto de 1849, às 8:30 da manhã, na Rua do Aterro da Boa Vista, no Recife.
Joaquim Nabuco foi batizado no Cabo de Santo Agostinho, tendo como padrinhos os senhores do Engenho Massangana.
Ainda muito criança ficou sob os cuidados da madrinha, que teria uma grande influência na sua criação, pois permaneceu no Engenho quando seus pais viajaram para a corte, no Rio de Janeiro. Nabuco viveu a infância no engenho, em contato com a escravidão, até a morte da sua madrinha D. Ana Rosa. Então transferiu-se para a residência dos pais, onde realizou os estudos de nível primário e secundário, este último feito na cidade de Nova Friburgo. Iniciou os estudos de Direito na Faculdade de São Paulo, destacando-se entre os colegas como orador.
Transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde se aproximou dos seus parentes maternos e de amigos. Escreveu A escravidão, que permaneceu inédito até 1988, quando foi publicado pela Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, e escandalizou a elite local, por defender, em um júri, um escravo negro que assassinara o seu senhor. Após este, Nabuco escreveu vários outros sucessos. Em 1872, Camões e os Lusíadas, O gigante da Polônia,em 1864, O abolicionismo em 1884. Já os seus discursos e conferências foram reunidos em A campanha abolicionista, publicado em 1885, onde defendeu idéias bastante avançadas para a época.
Em 28 de abril de 1889, casou-se com D. Evelina Torres Soares Ribeiro, filha do barão de Inhoã e fazendeiro em Maricá, na então província do Rio de Janeiro. A partir daí começa um período de intensa atividade intelectual.
Diplomata, político, jornalista, reformador social, historiador, literato e, sobretudo, pensador, Joaquim Nabuco deixou uma grande bagagem histórica para o Brasil e para Pernambuco, que conta com uma fundação em seu nome, além de um acervo iconográfico no Engenho Massangana.
Vicente Pinzón – O Brasil Descoberto no Cabo de Santo Agostinho
Era um grande navegador que, na sua juventude, chegou a praticar a pirataria em águas mediterrâneas, na perspectiva de roubar açúcar para distribui-lo entre os moradores da pequena Palos de la Frontera, sua cidade natal. Nascido em 1461, era filho de Mayor e Martin Alonso Pinzón. Adulto, navegava com seus irmãos Martin Alonso, mais velho e o mais abastado e Francisco, comercializava sardinhas pelo Mediterrâneo e norte da Europa, como também por portos do norte da África.
O descobrimento oficial do Brasil está datado de 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral e registrado, através de uma carta enviada a Dom Manuel, Rei de Portugal, pelo escrivão Pero Vaz de Caminha. Cabral comandava a maior e mais bem equipada frota a zarpar dos portos ibéricos até então. Com dez naus e três caravelas, levava cerca de 1.500 homens.
Porém, existem registros e opiniões de estudiosos que não foi nesta expedição que o Brasil foi descoberto, mas sim em 1498, quando o navegador Vicente Yañes Pinzón chegou ao Brasil, tendo aportado em Pernambuco, mais precisamente no Cabo de Santo Agostinho, batizado na época por Santa Maria de La Consolacion. O fato não foi tão divulgado, pois existia o Tratado de Tordesilhas, onde, a partir dele, as terras visitadas por Pinzón faziam parte do território português.
Hoje, o Cabo de Santo Agostinho homenageia o seu descobridor batizando com o seu nome vários eventos e lugares do município. Por Vicente Pinzón ser tão importante historicamente para o Cabo, foi colocado um monumento na entrada da cidade, retratando a sua chegada, com intuito de dar as boas vindas aos visitantes
Conde da Boa Vista
O Conde da Boa Vista tinha o nome civil de Francisco do Rego Barros, recebendo o título de Barão, Visconde e depois de Conde da Boa Vista. Nasceu no dia 3 de fevereiro de 1802, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, no Engenho Trapiche, de propriedade de seus pais Francisco do Rego Barros, Coronel de Milícias e Mariana Francisca de Paula do Rego Barros.
Estudou com professores particulares no engenho onde nasceu e desde muito cedo interessou-se pela carreira militar. Em 1817, com apenas quinze anos de idade, alistou-se no Regimento de Artilharia do Recife.
Em 1821, já como cadete do Exército do mesmo Batalhão, participou do movimento conhecido como a Revolução de Goiana, encerrada com a Convenção do Beberibe, em outubro do mesmo ano. Foi preso e enviado para a fortaleza de São João da Barra, em Lisboa, Portugal, onde foi mantido até 1823. Posto em liberdade, viajou para Paris, bacharelando-se em Matemática.
De volta a Pernambuco, dedicou-se à política. Com apenas 35 anos de idade, em 1837, foi designado presidente da Província de Pernambuco, ficando no cargo até 1844.
Tendo sido educado em Paris, estava decidido a modernizar e higienizar o Recife. Seu governo operou transformações materiais e culturais importantes para a Província.
A vida da cidade ganhou em animação e teve um progresso até então nunca vistos. Francisco do Rego Barros mandou buscar engenheiros franceses de renome, incentivou as artes e as ciências, levando o Recife ao conceito das grandes cidades modernas da época.
Foram construídas estradas ligando a capital às áreas produtoras de açúcar do interior; a ponte pênsil de Caxangá, sobre o rio Capibaribe; o Teatro de Santa Isabel; o edifício da Penitenciária Nova, depois chamada de Casa de Detenção do Recife, onde funciona hoje a Casa da Cultura; o edifício da Alfândega; canais; estradas urbanas; um sistema de abastecimento d`água potável para o Recife; reconstrução das pontes Santa Isabel, Maurício de Nassau e Boa Vista. Mandou construir aterros para a expansão da cidade, sendo o mais importante deles o da Boa Vista que partia da Rua da Aurora rumo à Várzea, chamada de Rua Formosa, continuada pelo Caminho Novo que a partir de 1870 recebeu o nome de Av. Conde da Boa Vista.
Em 1842, foi agraciado com o título de Barão, promovido a Visconde, em 1860 e elevado a Conde da Boa Vista, em 1866. Foi eleito senador, em 1850 e, em 1865, designado presidente da Província do Rio Grande do Sul, acumulando as funções de Comandante das Armas, estando aquela província já envolvida na Guerra do Paraguai.
Sentindo-se doente e sofrendo com problemas hepáticos, retornou ao Recife no início de 1870, onde morreu no dia 4 de outubro, na sua residência, situada no número 405 da Rua da Aurora, onde está localizada, hoje, a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco.
Santo Agostinho
Agostinho (do latim, Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um bispo católico,teólogo e filósofo que nasceu em 13 de Novembro de 354 na Argélia. Morreu em 28 de Agosto de 430, também na Argélia. É considerado pelos católicos santo e doutor da doutrina da Igreja.
Santo Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando "Por que . . . a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?" (A Correção dos Donatistas, 22-24)
Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o "santo Patrono do Clero Regular", que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica.
Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos. Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao cristianismo ariano, que Agostinho considerava uma heresia.
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