A realidade epidemiológica da Sífilis no Brasil foi o assunto debatido no encontro que reuniu profissionais da rede pública e privada de Saúde, representantes do Programa Estadual IST/AIDS e Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco – CREMEPE, no auditório do Centro Administrativo Municipal, Cam 1.

O evento coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, procura intensificar os cuidados para o enfrentamento desta epidemia, que tem cura ao ser diagnosticada precocemente. Segundo a enfermeira sanitarista que atua no Programa Estadual IST/ Aids, Ricarlly Soares, em Pernambuco, de 2011 a 2017, foram notificados 8.905 casos de sífilis adquirida, o que representa 34,57% por 100 mil habitantes.

Em gestantes, esse percentual está entre 11,8% e 13,8% para sífilis congênita. “ É muito importante discutir um cenário preocupante à todos que fazem a saúde pública. O Cabo está entre os municípios com maiores índices da doença e buscar meios para lutar contra essa epidemia é imprescindível neste momento”, disse a representante do programa estadual IST/Aids.

Na ocasião foram discutidos o perfil epidemiológico do município, manejo clínico e a importância do tratamento. “ Esse tema agrava a preocupação das instituições e profissionais pela forma assustadora que vem crescendo em todo país”, explicou Maria Eugênia Gama, gerente de Vigilância e Saúde do Cabo.

O município dispõe do Centro de Triagem e Aconselhamento (CTA) Herbert de Souza, localizado no Centro. Ao ser diagnosticada, o tratamento para sífilis mais indicado pelos médicos é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença.

 

Texto: Natália Andrade

Foto: João Barbosa