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O CABO DE SANTO AGOSTINHO

O Cabo de Santo Agostinho é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Faz parte da concentração urbana do Recife e integra a região metropolitana desta capital. O cabo de Santo Agostinho (acidente geográfico homônimo) é considerado por diversos estudiosos o local do Descobrimento do Brasil, por ter sido a porção de terra avistada pelo navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, bem como o ponto de desembarque do explorador, no dia 26 de janeiro de 1500, três meses antes da chegada de Pedro Álvares Cabral à costa brasileira. Entretanto, a navegação de navios castelhanos ao longo da costa brasileira não produziu consequências. A chegada de Pinzón pode ser vista como um simples incidente da expansão marítima espanhola. Por isso, considera-se que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.

A formação rochosa, caracterizada por uma extrusão vulcânica que avança sobre o mar, é também um marco geológico mundial por representar o último ponto de ruptura entre a América do Sul e a África — que até então eram unidas em uma única e imensa massa continental denominada Gondwana (a parte sul da Pangeia).

A cidade abriga juntamente com Ipojuca o Complexo Industrial Portuário de Suape, um dos maiores polos industriais do Nordeste do país. A sede municipal tem uma temperatura média anual de 24,4 °C, sendo a mata atlântica a vegetação nativa do município. Da população cabense, 71,7% vivem na zona urbana. O seu Índice de Desenvolvimento Humano em 2010 era de 0,686, considerado médio, e o oitavo maior do Estado.

O início de sua colonização remonta a 1536, dois anos após a doação da Capitania de Pernambuco a Duarte Coelho. Seu filho Duarte Coelho de Albuquerque, segundo Capitão-Donatário de Pernambuco, a partir de 1560 atuou com colonos e índios na consolidação da posse das terras. No âmbito de campanha mais ampla, associada à expulsão de franceses que se haviam apossado do Recife (mesma época da campanha pela retomada da Guanabara e erradicação da França Antártica pelo Governador-Geral do Brasil e fundador do Rio de Janeiro, Mem de Sá), Duarte Coelho de Albuquerque reconquistou o Cabo de Santo Agostinho. Aliado a índios e colonos, dali expulsou caetés hostis e viabilizou na sequência a organização de sesmarias e a ocupação produtiva de áreas onde foram erguidos engenhos de açúcar. Em 1593, as terras foram elevadas ao status de freguesia, devido à prosperidade proporcionada pela monocultura da cana-de-açúcar.

O município guarda um grande acervo histórico, cultural e religioso, como os antigos engenhos que ajudaram a colocar Pernambuco no topo mundial da produção de açúcar no Século XVII. Engenhos antigos, como o Engenho Massangana hoje impulsionam o turismo rural no estado e revelam o contexto histórico da região. Além do Forte Castelo do Mar, anteriormente Nossa Senhora de Nazaré, que desempenhou papel de alguma relevância no contexto da Insurreição Pernambucana contra o domínio holandês, no início da criação de uma consciência nacional brasileira.

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HISTÓRIA

A descoberta de Vicente Yáñez Pinzón
A história do Cabo de Santo Agostinho se iniciou antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Uma esquadra espanhola composta por quatro caravelas zarpou de Palos de la Frontera no dia 19 de novembro de 1499. Após cruzar a linha do Equador, o navegador Vicente Yáñez Pinzón enfrentou uma forte tempestade, e então, no dia 26 de janeiro de 1500, avistou o cabo e ancorou suas naus num porto abrigado e de fácil acesso a pequenas embarcações, com 16 pés de fundo, segundo as indicações da sonda. O referido porto era a enseada de Suape, localizada na encosta sul do promontório, que a expedição denominou cabo de Santa María de la Consolación. A Espanha não reivindicou a descoberta, minuciosamente registrada por Pinzón e documentada por importantes cronistas da época como Pietro Martire d'Anghiera e Bartolomeu de las Casas, devido ao Tratado de Tordesilhas, assinado com Portugal.

O mapa de Juan de la Cosa, carta do século XV, mostra a costa sul-americana enfeitada com bandeiras castelhanas do cabo da Vela (na atual Colômbia) até o extremo oriental do continente. Ali figura um texto que diz "Este cavo se descubrio en año de mily IIII X C IX por Castilla syendo descubridor vicentians" ("Este cabo foi descoberto em 1499 por Castela sendo o descobridor Vicente Yáñez") e que muito provavelmente se refere à chegada de Pinzón em finais de janeiro de 1500 ao cabo de Santo Agostinho.

Por ter descoberto o Brasil, Vicente Yáñez Pinzón foi condecorado pelo rei Fernando II de Aragão em 05 de setembro de 1501.

A prefeitura e os governos já nomearam eventos e lugares do município em homenagem ao seu descobridor. Na entrada da cidade há um monumento homenageando o navegador, no intuito de dar as boas-vindas aos visitantes.

Cabo de Santo Agostinho por João Teixeira (1640)
Antigo farol
Ruínas da antiga casa do faroleiro
Povoamento
O município era habitado originalmente pelos índios Caeté. Os primeiros habitantes brancos chegaram no século XVI, fundando o então chamado Arraial do Cabo. Uma das marcas desse povoamento são as construções antigas que ainda podem ser observadas, como: as Igrejas Matriz de Santo Antônio, de Santo Amaro, Nossa Senhora do Livramento e antiga Capela do Rosário dos Pretos (hoje Praça Théo Silva), e casario escasso representado por antigos prédios nas ruas da Matriz (Rua Vigário João Batista) e Dr. Antonio de Souza Leão. As fachadas dessas construções são protegidas por lei, mas muitas delas hoje encontram-se descaracterizadas.

Em 1560, João Paes Barreto já instituía o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus, que depois passou a ser chamado de Engenho Velho. A escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580. Segundo afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário Iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede do Município data de 1618; antes dessa data constituía-se de algumas casas esparsas, com certa distância uma das outras. Transcorridos mais de duzentos anos de ter iniciado o povoamento de Santo Agostinho, a freguesia foi elevada à predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Santo Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província de Pernambuco, o General Caetano Pinto de Miranda Montenegro.

Sua instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente Ferreira de França. Foi elevada à categoria de Cidade a então Vila do Cabo de Santo Agostinho em 09 de julho de 1877, pela lei provincial nº. 1.269, para a denominação de Cidade de Cabo, adicionando, mais tarde, o nome do bispo e teólogo Santo Agostinho.

O Cabo teve sua economia objetivada no desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmarias ao curso do Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado às terras a ele doada em 1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), funda o primeiro engenho banguê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo centro açucareiro da região. Mais tarde, com a criação de novos engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de crescimento do país.

Denominação
Em 1501, partiu de Portugal uma expedição de reconhecimento da costa brasileira, expedição esta confiada a Américo Vespúcio e comandada por Gonçalo Coelho. A frota atingiu o cabo em 28 de agosto, dia da morte de Agostinho de Hipona. O promontório foi então batizado como "Cabo de Santo Agostinho".

Essa região, ocupada por diversas aldeias indígenas, teve sua colonização iniciada em 1536, com o donatário Duarte Coelho Pereira. Em 1554 sua viúva dirigiu a capitania enquanto aguardava o regresso de seus filhos Duarte e Jorge de Albuquerque Coelho, que se encontravam em Portugal. Ao chegarem, em 1560, intensificaram as ações para expulsar os índios caetés. Em 1571, terminada a campanha contra os índios que viviam na região, o donatário Duarte de Albuquerque Coelho, desejando aumentar o povoamento de seus domínios, iniciou a distribuição de sesmarias nas férteis várzeas da região sul do estado, ao longo do rio Pirapama (Araçuagipe, naquela época). Essas terras foram concedidas aos fidalgos trazidos por seu pai e por ele próprio. Um desses nobres João Paes Barreto (5º avô do marquês do Recife), a quem coube a sesmaria ao sul do mencionado rio , onde ele fundou o Engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho, o mais antigo do município. Posteriormente ele chegou a possuir oito engenhos, que legou aos seus filhos, ao atingirem os homens a maioridade e as mulheres, ao se casarem. Em 1580 João Paes Barreto instituiu o morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus e duas casas de sua propriedade, situadas na Vila de Olinda. Em 28 de outubro desse mesmo ano foi lavrada a escritura pública que oficializou o tradicional morgado, historicamente mais conhecido como Morgado do Cabo.

Invasões Holandesas
Durante a invasão holandesa (1630-1654) o Cabo foi atacado, iniciando-se a luta no porto, junto ao pontal de Nazaré, onde existia um pequeno forte, de onde a terra pernambucana foi defendida contra o invasor. No entanto, os holandeses conseguiram saquear os armazéns de açúcar e as naus carregadas que se encontravam no ancoradouro, apesar de os pernambucanos terem ateado fogo em alguns deles para não caírem em mãos do inimigo. Matias de Albuquerque e o conde Bagnuolo, tomando conhecimento do ataque, marcharam até a praia de Nazaré, organizando a resistência sobre o cabo que domina a barra. Na expulsão dos holandeses, movimento conhecido como Insurreição Pernambucana, os flamengos retiraram-se do Cabo quase sem lutas, entregando a fortaleza de Nazaré, comandada por Straetem, ao mestre-de-campo André Vidal de Negreiros.

Formação Administrativa
Dado o contexto histórico, pela provisão de 9 de setembro de 1622 é criada a Freguesia de Cabo de Santo Agostinho, que foi elevada à categoria de vila com a denominação de Vila do Cabo de Santo Agostinho através do alvará de 27 de julho de 1811 e provisão de 15 de fevereiro de 1812, desmembrando-se de Recife e instalando-se em 18 de junho de 1812. Pela lei provincial nº 152, de 30 de março de 1846, a vila foi extinta, sendo recriada com a denominação de Santo Agostinho do Cabo pela lei provincial nº 1296, de 09 de julho de 1877, e rebatizada de Cabo após algum tempo.

Pela lei municipal nº 3, de 07 de dezembro de 1892, é criado o distrito de Juçaral e pela lei municipal nº 94, de 18 de novembro de 1919, cria-se o distrito de Ponte dos Carvalhos. Em 22 de novembro de 1922, é criado o distrito de Nazaré, que passou a denominar-se Santo Agostinho pelo decreto-lei estadual nº 92, de 31 de março de 1938. Pela lei municipal nº 1690, de 19 de maio de 1994, o município de Cabo voltou a denominar-se Cabo de Santo Agostinho.

Atualmente o município destaca-se por possuir o segundo maior PIB industrial de Pernambuco, perdendo apenas para a capital estadual, tendo sua produção escoada principalmente pelas rodovias BR-101 e PE-60. Com 24,1 km de orla, e com uma ampla rede hoteleira, anualmente recebe milhares de turistas vindos de todas as partes do Brasil e do mundo.

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SÍMBOLOS

Bandeira
Brasão de Armas

Hino do Cabo
Salve ó terra gloriosa avistada,
Num gentil espanhol acreditai...
De riquezas se fez contemplada
As belezas das praias observai!

Estribilho
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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Vamos pois com ardente fervor
P'rá cumprir com a nossa obrigação
O primeiro nome desta terra
Foi Maria de La Consolacion!

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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Em terreno deserto inseguro
Nesta terra a semente germinou,
No cultivo da cana de açúcar
Nosso estado entre os outros prosperou!

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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Contemplai o seu nome geográfico
Com respeito, justiça e carinho,
Vede o nome do Santo Padroeiro...
Mas o Cabo é de Santo Agostinho!

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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Nazaré, terra pouco habitada
Hoje é algo do passado a progredir,
Com orgulho somos os pioneiros
Porque fomos os primeiros do Brasil!

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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Nossa terra Suape é o ideal
Por defesa perene varonil,
Com um grito de fé realizou
Patrimônio de glória do Brasil!

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Dada com fé varonil,
Queremos que a nossa terra
Seja a mais amada do Brasil!

Letra por Anita Santos de Melo
Melodia por Francisco P. Costa




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FERIADOS 2022

01/01 Confraternização universal (feriado nacional)
26/01 Nacionalidade hispânico-brasileira (Vincente Pizón) (ponto facultativo)

28/02 Carnaval (ponto facultativo)

01/03 Carnaval (ponto facultativo)
06/03 Data Magna de Pernambuco (feriado estadual)
08/03 Dia Internacional da Mulher (ponto facultativo)

15/04 Sexta-feira da Paixão (feriado nacional)
21/04 Tiradentes (feriado nacional)

01/05 Dia do Trabalhador (feriado nacional)

13/06 Santo Antônio - Padroeiro do Município (feriado municipal)
16/06 Corpus Christi (ponto facultativo)
23/06 São João (ponto facultativo)
24/06 São João (feriado estadual)

09/07 Comemoração da Fundação do Município (feriado municipal)

07/09 Independência do Brasil (feriado nacional)

12/10 Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional)
31/10 Reforma Protestante e Ação de Graças (feriado municipal)

02/11 Finados (feriado nacional)
15/11 Proclamação da República (feriado nacional)

25/12 Natal (feriado nacional)

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PRAIAS

Praia do Paiva
A mata atlântica e os coqueiros formam a paisagem natural. A praia tem águas transparentes e mornas, com uma variação de piscinas naturais e mar aberto, local bastante visitado para a prática do surf, e adeptos de caminhadas.

Praia de Itapuama
Em tupi-guarani, o seu significado é Pedra Bonita. Praia de cenários naturais, piscinas naturais com formações rochosas de origem vulcânica, águas claras e mornas. O local é recomendado para a prática do surf e pesca. Localiza-se entre as praias do Paiva e Pedra do Xaréu.

Praia Pedra do Xaréu
Paisagem natural formada por rochas negras (rochas de origem vulcânica), com montes e matas fazem parte da paisagem. Águas mornas e cristalinas, recomendado para o banho de mar e pesca.

Praia Enseada dos Corais
Chamada anteriormente de Praia do Boto. Possui areia clara, piscinas naturais, águas claras e mornas, vestígio de mata atlântica e coqueiral. Tem uma grande concentração de casas de veraneio.

Praia de Gaibu
Em tupi – guarani Aybu, seu significado é Vale do Dágua, posteriormente os portugueses passaram a chamar de Gaibu. No passado servia como porto de desembarque de escravos. É uma das mais movimentadas praias do litoral sul de Pernambuco.

Praia de Calhetas
No passado serviu como porto seguro para as tropas portuguesas e holandesas.

Praia do Paraíso
Chamada anteriormente de praia da Preguiça, possui vista panorâmica da enseada de Suape, Ilhas de Tatuoca e Cocáia. Composta por uma vegetação densa, algumas áreas formadas por afloramentos graníticos e outras de areias claras, águas transparentes e mornas.

Praia de Suape
Localidade de grande importância na época da colonização de Pernambuco, onde várias batalhas entre portugueses, holandeses e índios Caetés, fizeram parte da história da região. Na verdade é uma Enseada, protegida por uma barreira natural de arrecifes de arenitos, a qual recebe as águas do Rio Massangana.

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GEOGRAFIA

Segundo o IBGE, a área territorial do município é de 448,735 km². A taxa de urbanização é de 90,68%. É o segundo maior município em área territorial da Região Metropolitana do Recife, atrás apenas de Ipojuca. Localiza-se a uma latitude 08º17'12" sul e a uma longitude 35º02'06" oeste, estando a uma altitude de 29 metros. Está a apenas 33 km da capital pernambucana. Se localiza entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes (norte); Ipojuca (sul); Escada e Vitória de Santo Antão (oeste).
Localização do município no estado de Pernambuco

Relevo e Hidrografia
O relevo de Cabo de Santo Agostinho insere-se na unidade das Superfícies Retrabalhadas, que é constituído por áreas que são retrabalhadas intensamente, com relevo bastante dissecado e com vales profundos. Este tipo de formação é chamada de "mar de morros", forma de relevo que antecede o Planalto da Borborema, que tem solos pobres e vegetação hipoxerófila.

O município está incluso no Grupo de Bacias de Pequenos Rios Litorâneos. Estando na bacia dos rios: Jaboatão, Pirapama, Gurjaú, Araribá, Pirapora, Cajabuçu, Jasmim e Arrombados. Tendo também em seus cursos hidrográficos os riachos: das Moças, Contra Açude, do Cafofo, Noruega, Santa Amélia, Utinga de Cima, Utinga de Baixo, Algodoais e Arroio Dois Rios. Seus principais açudes são: Pirapama (60.937.000m³), Sicupema (3.200.000m³), Represa Gurjaú, Cotovelo e Água Fria, além da Lagoa do Zumbi.

Clima
O clima do município é classificado como clima tropical, do tipo As´. A temperatura média anual é de 25,1 °C, não havendo uma verdadeira estação seca, com chuvas concentradas nos meses de outono e inverno, principalmente entre abril e julho. O meses mais quentes são janeiro e fevereiro, ambos com a temperatura média de 26,4 °C. Já o mês mais ameno é julho com média de 23,5 °C, e ao mesmo tempo o maior precipitação, quando chove em média 308 mm, enquanto novembro, com média de apenas 47 mm, é o mês menos chuvoso.

Ecologia e Meio Ambiente
A vegetação nativa e predominante no município é a mata atlântica, que foi quase que completamente dizimada com a criação de engenhos e a substituição da sua flora pela monocultura da cana-de-açúcar, que destacou a Província de Pernambuco pela quantidade e qualidade do açúcar produzido. Mais tarde, com as questões ambientais sendo intensamente discutidas em todo mundo, leis foram cridas com a finalidade de assegurar a preservação do que restou. O município possui nove importantes reservas ecológicas de mata atlântica, são elas: Reserva Ecológica Mata de Duas Lagoas, Reserva Ecológica Mata do Camaçari, Reserva Ecológica Mata do Zumbi e Reserva Ecológica do Sistema Gurjaú-Guararapes, Reserva Ecológica Mata do Bom Jesus, Reserva Ecológica Mata do Contra-Açude, Reserva Ecológica Serra do Cotuvelo, Reserva Ecológica Mata do Cumaru, Reserva Ecológica Mata do Urucu.

Ainda podem ser encontradas nesses refúgios ecológicos espécies típicas, como: Palmeiras, Bromélias, Begônias, Orquídeas, Cipós, Briófitas, Pau-brasil, Jacaranda, Peroba, Jequitibá-rosa, Cedro, Andira, Ananas, Figueiras.

Geologia e Solo
Os solos estão representados pelos Latossolos nos topos planos, sendo profundos e bem drenados. É representados também Podzóicos nas vertentes íngremes, sendo de pouco a mediamente profundo e bem drenados e também pelos Gleissolos de Várzea nos fundos dos vales estreitos, possuindo solo orgânico e encharcado.

Está situado geologicamente na Província da Borborema, sendo composto pelos seguintes litotipos: Complexo Belém do São Francisco, do Granitóides Indiscriminados, da Suíte Calcialcalina de Médio a Alto Potássio Itaporanga, do Grupo Pernambuco, da Formação Ipojuca, e dos Depósitos Colúvio-eluviais, Flúvio-marinhos e Aluvionares.

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SUBDIVISÕES

Cabo de Santo Agostinho é formado por quatro distritos: distrito-sede, Juçaral, Ponte dos Carvalhos e Santo Agostinho. Ainda é composto pelos povoados: Pirapama, Vila das Mercês, Gurjaú, Usina Liberdade e Usina Bom Jesus.

Banda Alta
• Alto da Bela Vista;
• Bom Conselho;
• Centro;
• Charneca;
• Charnequinha;
• Cohab;
• Engenho Ilha;
• Malaquias;
• Mercês;
• Pirapama;
• Ponte dos Carvalhos;
• Pontezinha;
• Rosário;
• São Francisco.
Banda Baixa
• Destilaria;
• Distrito Industrial Diper;
• Distrito Industrial Santo Estevão;
• Enseada dos Corais;
• Gaibu;
• Garapu;
• Itapuama;
• Jardim Santo Inácio;
• Paiva;
• Suape;
• Vila Roca
• Vila Social Contra Mocambo.

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© Todos os direitos reservados para a Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho
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